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	<title>Bebes - Tudo sobre Bebés, Gravidez, Crianças e Familia. &#187; Contos</title>
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	<description>Encontre informação sobre a gravidez, bebés, crianças e família. Conselhos úteis para o desenvolvimento, saúde e educação de bebés, crianças e pais.</description>
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		<title>A Galinha dos Ovos de Ouro</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 17:58:56 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Certa manhã, um fazendeiro descobriu que sua galinha tinha posto ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-878" href="http://www.net-bebes.com/actividades/contos/a-galinha-dos-ovos-de-ouro/attachment/a-galinha-dos-ovos-de-ouro"><img class="alignright size-full wp-image-878" title="a-galinha-dos-ovos-de-ouro" src="http://www.net-bebes.com/wp-content/uploads/2009/11/a-galinha-dos-ovos-de-ouro.jpg" alt="a-galinha-dos-ovos-de-ouro" width="290" height="363" /></a>Certa manhã, um fazendeiro descobriu que sua galinha tinha posto um ovo de ouro. Apanhou o ovo, correu para casa, mostrou-o à mulher, dizendo:<br />
_ Veja! Estamos ricos!<br />
Levou o ovo ao mercado e vendeu-o por um bom preço.<br />
Na manhã seguinte, a galinha tinha posto outro ovo de ouro, que o fazendeiro vendeu a melhor preço.<br />
E assim aconteceu durante muitos dias. Mas, quanto mais rico ficava o fazendeiro, mais dinheiro queria.<br />
Até que pensou:<br />
&#8220;Se esta galinha põe ovos de ouro, dentro dela deve haver um tesouro!&#8221;<br />
Matou a galinha e ficou admirado pois, por dentro, a galinha era igual a qualquer outra.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Moral:</em> Quem tudo quer tudo perde.</p>
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		<title>A Cigarra e a Formiga</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 17:48:58 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Era uma vez uma cigarra que vivia saltitando e cantando ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-872" href="http://www.net-bebes.com/actividades/contos/a-cigarra-e-a-formiga/attachment/cigarra-e-a-formiga"><img class="alignright size-full wp-image-872" title="cigarra-e-a-formiga" src="http://www.net-bebes.com/wp-content/uploads/2009/11/cigarra-e-a-formiga.jpg" alt="cigarra-e-a-formiga" width="260" height="295" /></a>Era uma vez uma cigarra que vivia saltitando e cantando pelo bosque, sem se preocupar com o futuro. Esbarrando numa formiguinha, que carregava uma folha pesada, perguntou:<br />
- Olá, formiguinha, para que todo esse trabalho? O verão é para gente aproveitar! O verão é para gente se divertir!<br />
- Não, não, não! Nós, formigas, não temos tempo para diversão. É preciso trabalhar agora para guardar comida para o Inverno.<br />
Durante o verão, a cigarra continuou se divertindo e passeando por todo o bosque. Quando tinha fome, era só pegar uma folha e comer.<br />
Um belo dia, passou de novo perto da formiguinha carregando outra pesada folha.</p>
<p style="text-align: justify;"> A cigarra então aconselhou:<br />
- Deixa esse trabalho para as outras! Vamos nos divertir. Vamos, formiguinha, vamos cantar! Vamos dançar!<br />
A formiguinha gostou da sugestão. Ela resolveu ver a vida que a cigarra levava e ficou encantada. Resolveu viver também como sua amiga.<br />
Mas, no dia seguinte, apareceu a rainha do formigueiro e, ao vê-la se divertindo, olhou feio para ela e ordenou que voltasse ao trabalho. Tinha terminado a vidinha boa.<br />
A rainha das formigas falou então para a cigarra:<br />
- Se não mudar de vida, no inverno você há de se arrepender, cigarra! Vai passar fome e frio.<br />
A cigarra nem ligou, fez uma reverência para rainha e comentou:<br />
- Hum!! O inverno ainda está longe, querida!<br />
Para cigarra, o que importava era aproveitar a vida, e aproveitar o hoje, sem pensar no amanhã. Para que construir um abrigo? Para que armazenar alimento? Pura perda de tempo.<br />
Certo dia o inverno chegou, e a cigarra começou a tiritar de frio. Sentia seu corpo gelado e não tinha o que comer. Desesperada, foi bater na casa da formiga.<br />
Abrindo a porta, a formiga viu na sua frente a cigarra quase morta de frio.<br />
Puxou-a para dentro, agasalhou-a e deu-lhe uma sopa bem quente e deliciosa.<br />
Naquela hora, apareceu a rainha das formigas que disse à cigarra: &#8211; No mundo das formigas, todos trabalham e se você quiser ficar connosco, cumpra o seu dever: toque e cante para nós. Para cigarra e para as formigas, aquele foi o inverno mais feliz das suas vidas.</p>
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		<title>Bela e a cobra</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 17:41:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bebe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Era uma vez um rei que tinha três filhas, uma ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-866" href="http://www.net-bebes.com/actividades/contos/bela-e-a-cobra/attachment/bela-e-a-princesa-2"><img class="alignright size-full wp-image-866" title="bela-e-a-princesa" src="http://www.net-bebes.com/wp-content/uploads/2009/11/bela-e-a-princesa1.jpg" alt="bela-e-a-princesa" width="220" height="408" /></a>Era uma vez um rei que tinha três filhas, uma das quais era muito formosa e ao mesmo tempo dotada de boas qualidades. Chamava-se Bela. O rei tinha sido muito rico, mas, por causa de um naufrágio, ficou completamente pobre.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dia foi fazer uma viagem; antes porém perguntou às filhas o que queriam que ele lhes trouxesse.</p>
<p style="text-align: justify;">– Eu, disse a mais velha, quero um vestido e um chapéu de seda.</p>
<p style="text-align: justify;">– Eu, disse a do meio, quero um guarda-sol de cetim.</p>
<p style="text-align: justify;">– E tu que queres? – perguntou ele à mais nova.</p>
<p style="text-align: justify;">– Uma rosa tão linda como eu, respondeu ela.</p>
<p style="text-align: justify;">– Pois sim, disse ele.</p>
<p style="text-align: justify;">E partiu.</p>
<p style="text-align: justify;">Passado algum tempo trouxe as prendas de suas filhas, disse à mais nova:</p>
<p style="text-align: justify;">– Pega lá esta linda rosa. Bem cara me ficou ela!</p>
<p style="text-align: justify;">Bela ficou muito preocupada e perguntou ao pai por que é que lhe tinha dito aquilo. Ele, a princípio, não lho queria dizer, mas ela tantas instâncias fez, que ele lhe respondeu que no jardim onde tinha colhido aquela rosa encontrou uma cobra, que lhe perguntou para quem ela era; que ele lhe respondeu que era para a sua filha mais nova e ela lhe disse que lha havia de levar, se não que era morto. Depois disse ela:</p>
<p style="text-align: justify;">– Meu pai, não tenha pena, que eu vou.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim foi. logo que ela entrou naquele palácio, ficou admirada de ver tudo tão asseado, mas ia com muito medo. O pai esteve lá um pouco de tempo e depois foi-se embora. Bela, quando ficou só, foi a uma sala e viu a cobra. Ia-se a deitar quando começaram a ajudarem-na a despir. Estava ela na cama quando sentiu uma coisa fria; deu um grito e disse-lhe uma voz:</p>
<p style="text-align: justify;">– Não tenhas medo.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-867" href="http://www.net-bebes.com/actividades/contos/bela-e-a-cobra/attachment/a-bela-e-cobra"><img class="alignleft size-full wp-image-867" title="a-bela-e-cobra" src="http://www.net-bebes.com/wp-content/uploads/2009/11/a-bela-e-cobra.jpg" alt="a-bela-e-cobra" width="290" height="279" /></a>Em seguida foi ver o que era e apareceu-lhe uma cobra. Ela, a princípio, assustou-se, mas depois começou a afagá-la. Ao outro dia de manhã apareceu-lhe a mesa posta com o almoço. Ao jantar viu pôr a mesa, mas não viu ninguém; a noite foi-se deitar e encontrou a mesma cobra. Assim viveu durante muito tempo, até que um dia foi visitar o pai; mas quando ia a sair ouviu uma voz que lhe disse:</p>
<p style="text-align: justify;">– Não te demores acima de três dias, senão morrerás.</p>
<p style="text-align: justify;">Ia a continuar o seu caminho e já se esquecia do que a voz lhe tinha dito. Chegou a casa do pai. Iam a passar três dias quando se lembrou que tinha de tornar; despediu-se de toda a sua família e partiu a galope; chegou lá à noite, foi-se deitar, como tinha de costume, mas já não sentiu o tal bichinho. Cheia de tristeza, levantou-se pela manhã muito cedo, foi procurá-lo no jardim e qual não foi a sua admiração vendo-o no fundo dum poço! Ela começou a afagá-lo chorando; mas, quando chorava, caiu-lhe uma lágrima no peito da cobra; assim que a lágrima lhe caiu a cobra transformou-se num príncipe, que ao mesmo tempo lhe disse:</p>
<p style="text-align: justify;">– Só tu, minha donzela, me podias salvar! Estou aqui há uns poucos de anos e, se tu não chorasses sobre o meu peito, ainda aqui estaria cem anos mais.</p>
<p style="text-align: justify;">O príncipe gostou tanto dela que casou com ela e lá viveram durante muitos anos.</p>
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		<title>A Bela Adormecida</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 17:12:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bebe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Era uma vez, há muito tempo, um rei e uma ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-859" href="http://www.net-bebes.com/actividades/contos/a-bela-adormecida/attachment/a-bela-adormecida"><img class="alignright size-full wp-image-859" title="a-bela-adormecida" src="http://www.net-bebes.com/wp-content/uploads/2009/11/a-bela-adormecida.jpg" alt="a-bela-adormecida" width="260" height="340" /></a>Era uma vez, há muito tempo, um rei e uma rainha jovens, poderosos e ricos, mas pouco felizes, porque não tinham concretizado maior sonho deles: terem filhos.<br />
— Se pudéssemos ter um filho! — suspirava o rei.<br />
— E se Deus quisesse, que nascesse uma menina! — animava-se a rainha.<br />
— E por que não gémeos? — acrescentava o rei.<br />
Mas os filhos não chegavam, e o casal real ficava cada vez mais triste. Não se alegravam nem com os bailes da corte, nem com as caçadas, nem com os gracejos dos bufões, e em todo o castelo reinava uma grande melancolia.<br />
Mas, numa tarde de verão, a rainha foi banhar-se no riacho que passava no fundo do parque real. E, de repente, pulou para fora da água uma rãzinha.<br />
— Majestade, não fique triste, o seu desejo se realizará logo: Antes que passe um ano a senhora dará à luz uma menina.<br />
E a profecia da rã se concretizou, e meses depois a rainha deu a luz a uma linda menina.<br />
O rei, que estava tão feliz, deu uma grande festa de baptizado para a pequena princesa que se chamava Aurora.<br />
Convidou uma multidão de súbditos: parentes, amigos, nobres do reino e, como convidadas de honra, as treze fadas que viviam nos confins do reino. Mas, quando os mensageiros iam saindo com os convites, o camareiro-mor correu até o rei, preocupadíssimo.<br />
— Majestade, as fadas são treze, e nós só temos doze pratos de ouro. O que faremos? A fada que tiver de comer no prato de prata, como os outros convidados, poderá se ofender. E uma fada ofendida…<br />
O rei reflectiu longamente e decidiu:<br />
— Não convidaremos a décima terceira fada — disse, resoluto. — Talvez nem saiba que nasceu a nossa filha e que daremos uma festa. Assim, não teremos complicações.<br />
Partiram somente doze mensageiros, com convites para doze fadas, conforme o rei resolvera.<br />
No dia da festa, cada uma das fadas chegou perto do berço em que dormia a princesa Aurora e ofereceu à recém-nascida um presente maravilhoso.<br />
— Será a mais bela moça do reino — disse a primeira fada, debruçando-se sobre o berço.<br />
— E a de carácter mais justo — acrescentou a segunda.<br />
— Terá riquezas a perder de vista — proclamou a terceira.<br />
— Ninguém terá o coração mais caridoso que o seu — afirmou a quarta.<br />
— A sua inteligência brilhará como um sol — comentou a quinta.<br />
Onze fadas já tinham passado em frente ao berço e dado a pequena princesa um dom; faltava somente uma (entretida em tirar uma mancha do vestido, no qual um garçom desajeitado tinha virado uma taça de sorvete) quando chegou a décima terceira, aquela que não tinha sido convidada por falta de pratos de ouro.<br />
Estava com a expressão muito sombria e ameaçadora, terrivelmente ofendida por ter sido excluída. Lançou um olhar maldoso para a princesa Aurora, que dormia tranquila, e disse: — Aos quinze anos a princesa vai se ferir com o fuso de uma roca e morrerá.<br />
E foi embora, deixando um silêncio desanimador e os pais desesperados.<br />
Então aproximou-se a décima segunda fada, que devia ainda oferecer seu presente.<br />
— Não posso cancelar a maldição que agora atingiu a princesa. Tenho poderes só para modificá-la um pouco. Por isso, Aurora não morrerá; dormirá por cem anos, até a chegada de um príncipe que a acordará com um beijo.<br />
Passados os primeiros momentos de espanto e temor, o rei, decidiu tomar providências, mandou queimar todas as rocas do reino. E, daquele dia em diante, ninguém mais fiava, nem linho, nem algodão, nem lã. Ninguém além da torre do castelo.<br />
Aurora crescia, e os presentes das fadas, apesar da maldição, estavam dando resultados. Era bonita, boa, gentil e caridosa, os súbditos a adoravam.<br />
No dia em que completou quinze anos, o rei e a rainha estavam ausentes, ocupados numa partida de caça. Talvez, quem sabe, em todo esse tempo tivessem até esquecido a profecia da fada malvada.<br />
A princesa Aurora, porém, estava se aborrecendo por estar sozinha e começou a andar pelas salas do castelo. Chegando perto de um portãozinho de ferro que dava acesso à parte de cima de uma velha torre, abriu-o, subiu a longa escada e chegou, enfim, ao quartinho.<br />
Ao lado da janela estava uma velhinha de cabelos brancos, fiando com o fuso uma meada de linho. A garota olhou, maravilhada. Nunca tinha visto um fuso.<br />
— Bom dia, avozinha.<br />
— Bom dia a você, linda garota.<br />
— O que está fazendo? Que instrumento é esse?<br />
Sem levantar os olhos do seu trabalho, a velhinha respondeu com ar bonachão:<br />
— Não está vendo? Estou fiando!<br />
A princesa, fascinada, olhava o fuso que girava rapidamente entre os dedos da velhinha.<br />
— Parece mesmo divertido esse estranho pedaço de madeira que gira assim rápido. Posso experimentá-lo também? Sem esperar resposta, pegou o fuso. E, naquele instante, cumpriu-se o feitiço. Aurora furou o dedo e sentiu um grande sono. Deu tempo apenas para deitar-se na cama que havia no aposento, e seus olhos se fecharam.<br />
Na mesma hora, aquele sono estranho se difundiu por todo o palácio.<br />
Adormeceram no trono o rei e a rainha, recém-chegados da partida de caça.<br />
Adormeceram os cavalos na estrebaria, as galinhas no galinheiro, os cães no pátio e os pássaros no telhado.<br />
Adormeceu o cozinheiro que assava a carne e o servente que lavava as louças; adormeceram os cavaleiros com as espadas na mão e as damas que enrolavam seus cabelos.<br />
Também o fogo que ardia nos braseiros e nas lareiras parou de queimar, parou também o vento que assobiava na floresta. Nada e ninguém se mexia no palácio, mergulhado em profundo silêncio.<br />
Em volta do castelo surgiu rapidamente uma extensa mata. Tão extensa que, após alguns anos, o castelo ficou oculto.<br />
Nem os muros apareciam, nem a ponte levadiça, nem as torres, nem a bandeira hasteada que pendia na torre mais alta.<br />
Nas aldeias vizinhas, passava de pai para filho a história da princesa Aurora, a bela adormecida que descansava, protegida pelo bosque cerrado. A princesa Aurora, a mais bela, a mais doce das princesas, injustamente castigada por um destino cruel.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Alguns cavalheiros, mais audaciosos, tentaram sem êxito chegar ao castelo. A grande barreira de mato e espinheiros, cerrada e impenetrável, parecia animada por vontade própria: os galhos avançavam para cima dos coitados que tentavam passar: seguravam-nos, arranhavam-nos até fazê-los sangrar, e fechavam as mínimas frestas.<br />
Aqueles que tinham sorte conseguiam escapar, voltando em condições lastimáveis, machucados e sangrando. Outros, mais teimosos, sacrificavam a própria vida.<br />
Um dia, chegou nas redondezas um jovem príncipe, bonito e corajoso. Soube pelo bisavô a história da bela adormecida que, desde muitos anos, tantos jovens a procuravam em vão alcançar.<br />
— Quero tentar também — disse o príncipe aos habitantes de uma aldeia pouco distante do castelo.<br />
Aconselharam-no a não ir. — Ninguém nunca conseguiu!<br />
— Outros jovens, fortes e corajosos como você, falharam…<br />
— Alguns morreram entre os espinheiros…<br />
— Desista!<br />
Muitos foram, os que tentarem desanimá-lo.<br />
No dia em que o príncipe decidiu satisfazer a sua vontade se completavam justamente os cem anos da festa do baptizado e das predições das fadas. Chegara, finalmente, o dia em que a bela adormecida poderia despertar.<br />
Quando o príncipe se encaminhou para o castelo viu que, no lugar das árvores e galhos cheios de espinhos, se estendiam aos milhares, bem espessas, enormes carreiras de flores perfumadas. E mais, aquela mata de flores cheirosas se abriu diante dele, como para encorajá-lo a prosseguir; e voltou a se fechar logo, após sua passagem.<br />
O príncipe chegou em frente ao castelo. A ponte elevadora estava abaixada e dois guardas dormiam ao lado do portão, apoiados nas armas. No pátio havia um grande número de cães, alguns deitados no chão, outros encostados nos cantos; os cavalos que ocupavam as estrebarias dormiam em pé.<br />
Nas grandes salas do castelo reinava um silêncio tão profundo que o príncipe ouvia sua própria respiração, um pouco ofegante, ressoando naquela quietude. A cada passo do príncipe se levantavam nuvens de poeira.<br />
Salões, escadarias, corredores, cozinha… Por toda parte, o mesmo espectáculo: gente que dormia nas mais estranhas posições.<br />
O príncipe preambulou por longo tempo no castelo. Enfim, achou o portãozinho de ferro que levava à torre, subiu a escada e chegou ao quartinho em que dormia A princesa Aurora.<br />
A princesa estava tão bela, com os cabelos soltos, espalhados nos travesseiros, o rosto rosado e risonho. O príncipe ficou deslumbrado. Logo que se recobrou se inclinou e deu-lhe um beijo.<br />
Imediatamente, Aurora despertou, olhou par ao príncipe e sorriu.<br />
Todo o reino também despertara naquele instante.<br />
Acordou também o cozinheiro que assava a carne; o servente, bocejando, continuou lavando as louças, enquanto as damas da corte voltavam a enrolar seus cabelos.<br />
O fogo das lareiras e dos braseiros subiu alto pelas chaminés, e o vento fazia murmurar as folhas das árvores. A vida voltara ao normal. Logo, o rei e a rainha correram à procura da filha e, ao encontrá-la, chorando, agradeceram ao príncipe por tê-la despertado do longo sono de cem anos.<br />
O príncipe, então, pediu a mão da linda princesa em casamento que, por sua vez, já estava apaixonada pelo seu valente salvador.<br />
Eles, então, se casaram e viveram felizes para sempre!</p>
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		<title>A Velhinha e a Cabaça</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 17:06:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bebe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Velhinha e a Cabaça
Era uma vez uma velhinha que ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>A Velhinha e a Cabaça<a rel="attachment wp-att-852" href="http://www.net-bebes.com/actividades/contos/a-velhinha-e-a-cabaca/attachment/a-velhinha-e-cabaca"><img class="alignright size-full wp-image-852" title="a-velhinha-e-cabaça" src="http://www.net-bebes.com/wp-content/uploads/2009/11/a-velhinha-e-cabaça.jpg" alt="a-velhinha-e-cabaça" width="290" height="260" /></a></strong><strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Era uma vez uma velhinha que vivia sozinha numa pequena casa junto a um bosque onde ela gostava muito de passear.</p>
<p>Um dia quando ia para o casamento da sua filha teve que atravessar todo o bosque a pé.</p>
<p>Ia ela a apreciar o passeio quando encontrou uma raposa, que lhe disse:<br />
– Vou-te comer velhinha<br />
– Não faças isso agora – respondeu a velhinha – é que eu vou ao casamento da minha filha, quando voltar venho mais gordinha.<br />
E a raposa deixou-a continuar o seu caminho.</p>
<p>Um pouco mais à frente encontrou um grande lobo.<br />
– Não passas aqui sem que eu te coma – disse o lobo.<br />
A velhinha respondeu:<br />
– Agora não, eu vou ao casamento da minha filha e vou voltar mais gordinha.<br />
E o lobo também a deixou ir embora.</p>
<p>No casamento da filha a velhinha divertiu-se muito e comeu muito também.</p>
<p>Quando já estava para ir embora e voltar para casa, lembrou-se do lobo e da raposa que estavam à espera dela. Então contou a história à filha e ficaram as duas a pensar numa forma para a velhinha voltar para casa sem ser vista.</p>
<p>Foram então à procura de alguma coisa onde a velhinha se pudesse esconder, experimentaram vários objectos, panelas, barris, e então encontraram uma grande cabaça onde ela cabia e conseguia espreitar para poder ver.</p>
<p>No caminho de volta para casa a velhinha ia rodando a cabaça.</p>
<p>Quando passou pelo lobo eu perguntou:<br />
– Viste por ai uma velhinha?<br />
– Nem velhinha nem velhão, roda cabacinha, roda cabação – respondeu-lhe a velhinha.<br />
E continuo o seu caminho escondida dentro da cabaça.</p>
<p>Já ia um pouco mais descansada por ter conseguido enganar o lobo, quando a raposa se pôs no seu caminho.<br />
– Viste por ai uma velhinha? – perguntou-lhe a raposa.<br />
A velhinha respondeu:<br />
– Nem velhinha nem velhão, roda cabacinha, roda cabação</p>
<p>Pouco depois chegou a casa em segurança, bateu com a cabaça numa grande pedra que estava perto da porta e saiu de lá de dentro.</p>
<p>A velhinha continuo a dar os seus passeios, mas noutro sítio do bosque para não se cruzar novamente com o lobo e a raposa e eles ainda hoje continuam à espera que a velhinha volte do casamento da filha.</p>
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		<title>Histórias e contos Infantis</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 16:40:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bebe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Actividades]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>

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A Carochinha e o João Ratão
Há muito tempo, uma Carochinha ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-840" href="http://www.net-bebes.com/actividades/839/attachment/contos"></a></h2>
<h2 style="text-align: justify;">A Carochinha e o João Ratão<a rel="attachment wp-att-848" href="http://www.net-bebes.com/actividades/839/attachment/carochinha"><img class="alignright size-full wp-image-848" title="carochinha" src="http://www.net-bebes.com/wp-content/uploads/2009/11/carochinha.jpg" alt="carochinha" width="290" height="387" /></a></h2>
<p style="text-align: justify;">Há muito tempo, uma Carochinha muito vaidosa, decidiu que queria casar&#8230;<br />
Reza a história, que havia uma Carochinha, que por ser engraçadinha, teimou que haveria de casar.</p>
<p>Certo dia, quando estava a varrer a cozinha, encontrou uma moeda de cinco réis e correu para ir dizer à vizinha que já não tinha de esperar. Vaidosa como era, escolheu o seu melhor vestido e foi pôr-se à janela para se arranjava marido. Pensou como deveria começar e decidiu cantar:</p>
<p>- Quem quer casar com a Carochinha, que formosa e bonitinha?<br />
- Muuuu!! Muuuu!! Quero eu, quero eu! &#8211; mugiu o Boi mostrando-se muito interessado &#8211; Se casares comigo, vais andar o dia inteiro no prado;<br />
- Que voz é essa? Com essa voz, acordavas-me a mim e aos meninos de noite! Contigo é que não quero casar! E, além disso, tenho pressa.</p>
<p>Como era o primeiro pretendente, não ficou desanimada e continuou a perguntar, desta vez com uma voz mais alegre e um aperto no coração.</p>
<p>- Quem quer casar com a Carochinha que é formosa e bonitinha?</p>
<p>Mal tinha acabado de dizer a última palavra, apareceu o Cão que ladrava e gania de animação.</p>
<p>- Ão, ão! Quero eu, quero eu! Se casares comigo, tens uma casota toda janota e comida saborosa que me dá a D. Rosa.<br />
- Ai pobre de mim! Que alarido! &#8211; queixou-se dando um suspiro; Com essa voz, acordavas-me a mim e aos meninos de noite! Não, não me serves para<br />
marido.</p>
<p>Ficou a ver o Cão a afastar-se com as orelhas baixas e o rabo entre as pernas, e voltou a tentar a sua sorte. Quem quer casar com a Carochinha que é formosa e bonitinha? Muito gorducho e envergonhado, aproximou-se o<br />
Porco com um rabo que mais parecia um saca-rolhas e o focinho molhado.<br />
- Oinc! Oinc! Quero eu, quero eu! Sou muito comilão, mas também dizem que sou bonacheirão.<br />
- És muito simpático e pareces ser divertido. Mas com essa voz, acordavas-me a mim e aos meninos de noite! Também não me caso contigo.</p>
<p>Depois, encheu o peito de ar, sorriu e voltou a perguntar:</p>
<p>- Quem quer casar com a Carochinha que é formosa e bonitinha?</p>
<p>Com peito inchado, penas coloridas e luzidias, candidatou-se o Galo que resolveu cantar para impressionar.<br />
- Cocorocó! Cocorococó! Quero eu, quero eu! Se casares comigo, vais madrugar.<br />
- Galo garnisé, com tanto banzé acordavas-me a mim e aos meninos de<br />
noite! E, sem dormir, íamos passar o tempo a refilar.</p>
<p>A nossa amiga queria mesmo casar, por isso tinha de continuar. Quem quer casar com a Carochinha que é formosa e bonitinha? Com um miar meigo e a cauda bem levantada, aproximou-se o Gato janota a ronronar.<br />
- Miau, renhaunhau. Quero eu, quero eu! Se gostas de leite, peixe fresquinho e<br />
de apanhar banhos de sol nos telhados, então podemos casar.<br />
- Banhos de sol talvez; Mas leite? Peixe fresquinho? E, com essa voz, acordavas-me a mim e aos meninos de noite! Não, não é contigo que vou subir ao altar.</p>
<p>Seria possível? Seria assim tão difícil encontrar alguém que não fosse barulhento? Mas foi então que reparou em alguém que se aproximava a passo lento.</p>
<p>- Oin, in, oin. Quero eu, quero eu!; zurrou o Burro. Olha, se casares<br />
comigo, não vais dormir ao relento.<br />
- Mas com essa voz, acordavas-me a mim e aos meninos de noite! A minha vida ia ser um verdadeiro tormento!</p>
<p>Como já era tarde, a Carochinha pensou que seria melhor ir tratar do jantar, mas foi então que ouviu chiar</p>
<p>- Hi, hi! E a mim, não vais perguntar se quero casar?<br />
Com um sorriso de felicidade por alguém tão simpático e com uma voz tão fininha, a Carochinha correu para o pátio.<br />
- Como te chamas?<br />
- Sou o Ratão. Queres casar comigo ou não?</p>
<p>A Carochinha convidou-o a entrar, pois tinham muito que conversar e uma data de casamento para marcar. Enviaram os convites, compraram a roupa e prepararam a boda a rigor com o senhor prior.<br />
Domingo era o grande dia! A noiva foi a última a entrar na igreja e estava linda, de causar inveja. O João Ratão estava orgulhoso mas também muito nervoso. Trocaram juras de amor eterno e, no fim, choveu porque era Inverno.</p>
<p>Foi então que o João Ratão se lembrou da viagem ao Japão. Correu para casa, porque se tinha esquecido das luvas, mas sentiu um cheirinho gostoso e, acabou por ir espreitar o caldeirão. Pouco depois, a Carochinha achou melhor ir procurar o marido que estava a demorar.<br />
- João Ratão, encontraste as luvas? chamou ela ao entrar.<br />
Procurou, procurou quando chegou perto do caldeirão, quase desmaiou e gritou:<br />
- Ai o meu marido, o meu rico João Ratão, cozido e assado no caldeirão! E assim acaba a história da linda Carochinha, que ficou sem o João Ratão, pois era guloso e caiu no caldeirão.</p>
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