Cancro do Colo do útero

 

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Cancro do Colo do Útero

Cancro do Colo do Útero Principais Sintomas

O cancro do colo do útero é um tumor maligno que ocorre na parte inferior do útero, mais especificamente entre parte inferior do útero e a vagina, onde ocorre a saída do bebé no final da gravidez.

Quais os Tipos de Cancro do Colo de útero:
– Carcinomas de células escamosas acontecem na sua maioria dos casos onde se verifica a presença do vírus HPV;
– Adenocarcinomas são canceres de colo de útero mais raros.

Quais  as Causas
O cancer de colo de útero pode acontecer quando há uma alteração ou mutação genética nas células da região, que começam a se reproduzir de forma descontrolada.
Normalmente essa alteração ou mutação está relacionada a presença de alguns tipos de vírus HPV. O HPV é muito comum em mulheres (estima-se que 90% das mulheres terão contato com este vírus ao longo de sua vida), mas apenas alguns tipos do vírus estão relacionados com casos de câncer de colo do útero principalmente os tipos 16 e 18 (presentes em 70% dos casos), mas também os tipos 31, 33, 35 ou 39.

Cerca de 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras do HPV, no entanto apenas 32% delas estão infectadas pelos tipos 16, 18 ou por ambos. O tumor desenvolve-se a partir de uma lesão precursora, que pode ser causada pelo HPV. São tratáveis e curáveis, apenas se desenvolvem caso você não procure tratamento, nesse caso elas podem se desenvolver e transformar num câncer.

Este tipo de cancros não apresentam sintomas, são detectadas através dos exames Papanicolau, Colposcopia e vulvoscopia.
Fatores de risco para câncer de colo de útero envolvem:

– Início precoce da vida sexual, que aumenta o risco de ter HPV;
– Sistema imunológico mais fraco, orrigina com que o HPV tenha mais possibilidades de se desenvolver;
– Muitos parceiros sexuais também aumenta o risco de contrair HPV;
– Histórico de três ou mais gestações;
– Uso prolongado de pílula anticoncepcional (mais de 5 anos);
– Tabagismo pode desenvolver incidência de carcinoma de células escamosas;
– Presença de outras DSTs, como Gonorreia, Sífilis, Clamídia ou HIV aumentam o risco do HPV;
– Uso de DIU;
– Histórico familiar de câncer de colo de útero;

Fatores de risco que ajudam a aumentar o risco de canceres de uma forma geral:

– Peso excessivo;
– Baixo consumo de frutas e vegetais.

Os casos mais avançados de câncer no colo do útero costumam causar:
– Sangramento vaginal seja durante a relação sexual, entre as menstruações ou após a menopausa;
– Corrimento vaginal fora do normal com cor e odores diferentes do normal;
– Dor na pelve ou durante a relação sexual.

Casos ainda mais avançados podem apresentar sintomas como:
– Anemia devido ao sangramento anormal
– Dores nas pernas ou nas costas
– Problemas urinários ou intestinais
– Perda de peso não intencional.

Diagnóstico de Câncer do Colo do Útero
O câncer de colo de útero em estágio inicial costuma ser rastreado periodicamente pelo ginecologista nas consultas de rotina. Para detectá-lo ou as lesões do HPV os exames mais usados são:

  • Papanicolau
  • Colposcopia, vulvoscopia, biopsia;
  • Exame de HPV através do DNA, recolha de células do colo do útero.

O câncer de colo de útero é dividido em Estágios:
Estágio 0: quando as células cancerígenas ainda se encontram na superfície do colo do útero;
Estágio I: quando o câncer se desenvolve para o colo do útero (aí fica restrito);
Estágio II: o câncer já cresceu para fora do útero, mas ainda não se espalhou para as paredes da pelve ou para a vagina;
Estágio III: o câncer atingiu a vagina e a parede da pelve e pode bloquear a uretra;
Estágio IV: o câncer espalhou-se para outras partes do organismo: bexiga, reto, pulmões ou fígado.

Tratamento de Câncer de colo do útero
As opções de tratamento para o câncer de colo de útero variam conforme o estágio do tumor.

Cirurgia: Na cirurgia os médicos podem retirar o tecido onde se encontra o câncer. Também podem retirar o colo do útero e o útero todo (histerectomia simples) e também a vagina e os linfonodos da região (histerectomia radical).

O tipo de cirurgia é escolhido conforme o estágio do câncer  e o desejo da mulher de engravidar, visto que a remoção do útero impede a possibilidade de ter filhos.

Radioterapia: A radioterapia é usada como radiação para matar as células cancerígenas. Ela pode ser feita externamente e/ou internamente. Na primeira técnica, um raio é aplicado de fora do corpo, já na interna o material da radioterapia é colocado dentro da vagina por alguns minutos.

A radioterapia pode fazer com que a menstruação pare ou com que a menopausa comece antes em mulheres que estão em pré-menopausa.

Quimioterapia: A quimioterapia pode ser feita como um complemento à radioterapia ou para reduzir o tumor antes da cirurgia.

Tratamento para lesões pré-cancerígenas: Quando o médico encontra lesões pré-cancerígenas no colo do útero de uma mulher, as opções envolvem a destruição desse tecido de duas formas:

Crioterapia: nela o tecido com células malignas é destruído através de um congelamento. Ela pode ser feita com anestesia local.

Tratamento com laser: o laser também pode ser usado para destruir o tecido com células malignas. A vantagem é que ele pode ser feito no consultório do médico com anestesia local.

Imunoterapia: Imunoterapia para o tratamento do câncer é, de uma forma bem simples, uma maneira de combater o problema utilizando o próprio sistema de defesa do corpo para atacar as células do câncer.

Prognóstico
O câncer de colo de útero quando diagnosticado em fase não invasiva ou em estágio I tem altas chances de cura (entre 80 e 90%). No entanto, as hipóteses diminuem conforme o quadro estiver mais avançado.

Por isso é muito importante realizar os exames de rotina para câncer de colo de útero, o que permite uma detecção precoce do câncer ou das lesões pré-cancerígenas.

O tratamento pode levar a alguns problemas de fertilidade ou na sexualidade da mulher. É importante conversar com seu médico se você deseja ter filhos depois do tratamento, pois algumas providências podem ser tomadas, como o congelamento de óvulos.

A histerectomia pode levar a problemas como secura vaginal, fraqueza nos músculos da pelve e até dor no ato sexual, devido a encurtamento da vagina. Todos estes problemas têm soluções e podem ser conversados com seu médico.

PREVENÇÂO
Vacina para HPV

Exames de Rotina

Seguir com os exames ginecológicos de rotina após o início da vida sexual também é importante, pois eles permitem uma detecção precoce de lesões pré-cancerígenas e do câncer em si, o que proporciona uma melhor chance de recuperação.

Prevenção para outros fatores de risco

Além disso, existem algumas medidas que ajudam a reduzir o risco de ter câncer de colo de útero:

  • Não fumar
  • Praticar sexo seguro.

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