Diga não à violência psicológica

violência-psicologicaO autoritarismo e a rigidez traduzem-se numa ameaça insconsciente, que tem como objectivo obrigar o seu filho a fazer e a cumprir determinadas coisas, a cumprir um padrão imposto por si. Isso é negativo para o seu crescimento a essa atitude diminui a sua auto-estima levando-o a cometer mais erros.

A violência psicológica têm consequencias na vida do seu filho porque estimulam nele sentimentos de insegurança e ansiedade. Por este motivo não deverá gritar, agredi-la verbalmente ou corrigi-la constantemente e castigá-la de uma forma continuada. Esta exigência que impõe constantemente ao seu filho não o deixará crescer criando a sua própria personalidade, de uma forma livre e desejada, mas irão criar um estado de ansiedade muito grande que serão prejudiciais para o seu desenvolvimento.

Quando diz “não percebes nada” ou “és burro?” quando o seu filho faz alguma tarefa não está apenas a ofender o seu filho, está a dar menos valor a tarefas que ele está a realizar, não lhe está a dar o devido valor, e incentivo para concretizar exitos posteriores. Consequentemente está a dar razões ao seu filho para não se sentir amado, deixando de gostar dele mesmo, baixando a sua auto-estima.

Um adulto se disser a uma criança que não presta, ela irá interiorizar e sentir-se incapaz ou incompetente. Chama-se a isso esquema inicial desadaptativo. A violência psicológica pode ser hostil ou ingénia, que no primeiro caso pode ser expressa em palavras e denota agressividade a qual é utilizada para a criança sofrer, e a segunda de forma ingénua pois é produzida de forma inconsciente e também consiste na violência verbal. Está errada a atitude de violência por parte dos pais, pois os filhos devem ser educados por forma a controlar a agressividade e para isso o melhor e começar por dar-mos o exemplo em casa.

Diálogo é muito importante

O respeito e a disciplina não se impõem mas sim devem-se conquistar através do diálogo. Para desenvolver a auto-estima no seu filho começe por demonstrar confiança e respeito nas suas ideias, perguntar-lhe directamente a razão que o levou a agir daquela forma e tentar compreender as suas razões. Para isso deverá:

  • Aceitar que cada pessoa é um  ser único e “diferente”;dialogo
  • É normal errar, pois não existe ninguém perfeito;
  • Dar a possibilidade de obtar (escolha);
  • Elogiar e estimular em lugar de criticar.

 

A imagem que cada um tem de si mesmo forma-se nos primeiros anos de vida, se a criança sofre algum tipo de violência psicológica, ela irá desenvolver medos, que se poderão reflectir da seguinte forma:

  • Isolamento;
  • Aumento de agressividade;
  • Perca de apetite;
  • Tristeza sem razão aparente;
  • Diminuição do rendimento escolar;
  • Pesadelos á noite;
  • Transtornos psicossomáticos.

 

Se sofreu em pequeno este tipo de violência psicológica terá tendencia para a repetir em idade adulta. No entanto não pretendemos que passe de 8 a 80, não precisa de ser permissiva.  As familias permissivas são tão perigosas como as autoritárias, como os progenitores não impõem regraas nem disciplina, as crianças não adquirem princípios de educação nem têm noção dos limites. O excesso de permissividade cria crianças e jovens abusivos dos seus direitos, indisciplinados e com sentimentos de grandiosidade e de superioridade, ao contrário do negativismo e à introversão dos filhos de pais autoritários. Ambas as atitudes estão erradas e é tentar encontrar o meio termo que está a situação ideal de desenvolver em familia.

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3 Comments

  • Sofia
    Junho 12, 2010 | Permalink | Responder

    Tenho feito uma pesquisa bastante paciente por este tema mas há um assunto para o qual não encontro respostas:
    Numa primeira fase as crianças que são mal-tratadas através de uma ou várias formas de violência ou negligência, desenvolvem dentro de si equívocos e áreas de sombra, de dor e de bloqueios no crescimento. Mas numa fase seguinte muitas tornam-se naquilo que lhe aconteceu, ou seja, irão tornar-se o atacante de todos os que não lhe fizerem medo.
    A maior parte do que encontro escrito fala da vítima. A criança e o adulto vitimado.
    Mas o violentador, é vítima, ele mesmo foi atacado. A criança que faz bullying é vítima, e ninguém sabe o que fazer dela.
    A tentação é punir. E afastarmo-nos dela. E no entanto foi provavelmente essa a razão do facto de ser bullier. Ter sido desequilibradamente punido e isolado.
    Então o que fazemos com uma criança que desenvolveu essa tendência e que agora a manifesta? O que fazemos com a criança que se torna no abusador para deixar de ser sempre a vítima? Para se defender, ou porque percebeu erradamente que ser bruto e violentador é dar-se ao respeito, é vencer.
    Não encontro nada escrito sobre isso, e peço a vossa ajuda.

    Agradeço
    Sofia Passos

    • bebe
      Junho 14, 2010 | Permalink | Responder

      Olá Sofia
      A sua questão é bastante pertinente. Sem duvida que pode existir essa relação e pode ter esse efeito na criança. Penso que quando desconfiamos que pode ter existido com o nosso filho uma situação semelhante e quando não sabemos como devemos reagir e ou ajudar, devemos recorrer a profissionais especializados. Os pedopsiquiatras podem ajudar nesse tipo de situações bastante infelizes mas que todos podemos estar sujeitos no nosso dia-a-dia infelizmente. A Pedopsiquiatria tem como especialidade médica o estudo, avaliação e tratamento de perturbações e alterações no comportamento desde a infância, adolescencia. O objectivo do pedopsiquiatra é ajudar a criança, para que esta possa ter um desenvolvimento psicoafectivo normal e não ficar condicionado por este tipo de situações que lhe podem acontecer na sua vida. Penso também que este profissional nos ajuda a nós pais como devemos reagir em determinados comportamentos, poque por vezes pensamos estar a fazer bem porque amamos muito os nosso filhos e no entanto não estamos a tomar a melhor atitude.

      Não sei se fui de muita ajuda mas a meu ver como mãe a melhor atitude a tomar seria recorrer a um pedopsiquiatra. Este profissional irá verificar que tipo de situação aconteceu realmente, (através dos seus métodos e de uma forma muito subtil) e posteriormente definir estratégias de interação com a criança.

  • Djanira de Macedo
    Agosto 18, 2010 | Permalink | Responder

    O meu filho tem 2 anos esta numa fase de ofender por tudo e nada, como eu tenho que agir com ele. Estou muito preocupada com essa situação, ja n sei o q fazer ne ajudão por favor.

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