Reflexo de marcha automática
O bebé está deitado de barriga para baixo, com as pernas flectidas. Quando se lhe toca na planta do pé, estica as pernas e empurra o corpo para a frente. Os répteis fazem o mesmo: quando sentem uma pressão nas extremidades, respondem avançando para a frente.
Reflexo de sucção
Quando se toca suavemente na boca do bebé, ele abre-se e começa a sugar ou a chupar. Desta forma, pode comprovar-se mais à frente se o bebé tem fome ou se está cansado. Se lhe toca e suga, é porque tem fome; se chupa é porque está cansado.
Reflexo de preensão palmar
Se um adulto coloca um dedo na palma da mão do bebé, ele aperta-o de imediato e com força. Os dedos da criança não se fecham simplesmente, mas adaptam-se na perfeição ao contorno do dedo do adulto e agarram-se com firmeza. Trata-se de uma grande façanha para o bebé: o reflexo é tão forte que o recém-nascido, muitas vezes, é capaz de aguentar o seu próprio peso suspenso durante uns segundos. Este reflexo (que vem de quando, há milhares de anos as crianças tinham que agarrar-se à penugem da Mãe) perde-se por volta dos três meses. Nesta altura a criança continua a agarrar o dedo, mas solta-o de seguida. Com quatro ou cinco meses, já é capaz de agarrar aquilo que se lhe oferece: um novo padrão de movimento e a vontade sobrepõem-se e anulam o reflexo inicial.
Reflexo de Moro
O recém-nascido descansa sobre os braços do adulto. De repente, o adulto inclina os braços uns 30.º, pelo que o bebé tem a sensação de que vai cair. O reflexo produz-se como reacção ao susto: primeiro abre os braços para os lados (para que os pais o vejam); depois volta a juntá-los e, de seguida, fecha as mãos (para se agarrar).
Reflexo de galant
O bebé está deitado de barriga para baixo. Passamos-lhe os dedos pelos rins, paralelamente à coluna vertebral. Se se faz no lado esquerdo, o corpo curva-se ligeiramente para a esquerda, enquanto se o fizermos do lado direito alonga-se para a direita.
Reflexo de tonicidade axial
O bebé está deitado de barriga para cima. Se roda a cabeça para a esquerda, estica a perna e o braço esquerdos e flecte o braço direito (como se fosse um jogador de esgrima). Porquê? Nesta idade, a cabeça determina a postura do corpo e das suas extremidades. É uma reacção muito primitiva, que os bebés têm em comum com os animais.
Reflexo de escalar
Segura-se o bebé debaixo dos braços e mantemo-lo erguido. As suas pernas ficam suspensas livremente. Se o aproximamos até que o peito de um dos pés toque na mesa, automaticamente levanta o pé, flecte o joelho e sobe o pé para a mesa. O que origina este movimento é o toque do peito do pé.
Reflexo de marcha
Seguramos o bebé por debaixo dos braços,  e mantemo-lo erguido. De seguida, começamos a baixá-lo para o chão (pode ser a cama, o sofá, uma mesa…) até o pousar. Quando um pé toca no chão, o bebé levanta-o dobra o joelho e dá um passo para a frente. De seguida, entra em acção a outra perna. O que parece uma predisposição precoce para andar é, na realidade, uma parte dos exercÃcios que o bebé fazia dentro da barriga da mãe. Ali, apoiava os pés contra a parede abdominal e caminhava sobre ela. Este reflexo apenas se pode observar durante três meses, pois nesta idade a criança já desenvolveu movimentos mais complexos (patear, virar-se apoiar-se…).
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