Quando um bebé nasce, não é uma folha em branco. Nem sequer se trata de um ser totalmente indefeso que se dedica exclusivamente a dormir, a comer e a chorar. O seu padrão evolutivo é, de facto , espantoso. E tudo parece estar disposto para assegurar a sobrevivência da criatura.
Um recém-nascido chega ao mundo quase perfeitamente equipado para sobreviver. Por exemplo, um dos reflexos fá-lo rodas a cabeça quando alguém ou algo lhe toca no rosto e isso permite-lhe encontrar o peito, apesar de ainda não ver muito bem.
No início, é o cerebelo quem manda, pois é ali que estão localizados os reflexos. Conforme se vai desenvolvendo o sistema nervoso do bebé, o cérebro vai ganhando peso e os reflexos vão passando para um segundo plano, sendo ultrapassados por outros movimentos e acções novas e conscientes.
Em alguns reflexos, está perfeitamente claro de onde vêm e a função que cumprem, noutros trata-se apenas de suposições. Os reflexos ajudam o pediatra a comprovar se o bebé é saudável e se a sua evolução é normal.
Para os pais, observar os reflexos do seu bebé (excepto o de Moro, que envolve algum risco) pode ajudar a estabelecer uma primeira comunicação com a criança. É uma espécie de jogo. O pai ou mãe gera um estímulo e o bebé reage. O resultado é emocionante e assombroso, tendo inclusivamente algo de suspense, já que as reacções vão mudando com o tempo.
Com a evolução, o interessante já não é a resposta em si, mas, como a dá. Todos os dias, o bebé vai aprendendo algo novo sobre si mesmo e sobre o seu pequeno corpo. A relação entre os pais e o bebè ficará ainda mais estreita se ambos estiverem atentos e responderem mutuamente. São os primeiros passos para uma “equipa” bem combinada.
Outros artigos relacionados:
- Sociabilidade dos bebés
- Amamentação
- Como escolher o pediatra
- Quando eles querem falar de sexo
- Vem aí um mano!





(2 votos, média: 4,00 num total de 5)